Resgatando: Psicolodo
por R. Balbi
Resgatando, mais uma vez, alguns escritos meus, perdidos do Museu Virtual do Movimento Lodista. Em Psicolodo, abordei temas essenciais à vã experiência existencialista lôdica.
Sobre tais esforços, disse Leonardo Boff: "O Lodo é uma forma sublime de real transcendência e sobretudo, o que é ainda mais difícil, aquisciência do transcendente. Perceber o Lodo não está na mesma esfera de eventos na qual estão ações simples como fumar um cigarro, praticar o sexo ou cair do quinto andar de um edifício sobre aquelas plantinhas verdes com pequenos espinhos que os porteiros costumam regar pela manhã. É algo de outra ordem de acontecimentos, como a epifania dos Santos ou a receptação por contrabando dos 10 mandamentos, por Moisés."
Vamos ao Lodo.
Tempo
Aos olhos do Lião penso comigo
Posso ser devorado agora
Ou daqui a quinze minutos
Tudo depende da minha habilidade
De contar o tempo.
Espaço
Olhando para o abismo
Pergunto-me se posso saltá-lo
E ouço do vento que até posso
Tentar
Lodo
Parei no Arpoador
Pensando em achar o Lodo no mundo
E só percebi onde Ele estava
Quando vi a Narcisa lambendo poeira das pedras
Até uma dondoca
Tem seus dias de mendiga.
Vida
Confesso que nunca fui tão bruto
Arranquei os olhos dele com os dedos
Cavei um buraco em seu peito com as unhas
E enquanto ele se debatia agonizante
Mijei em suas feridas para que sentisse mais dor
E foi quando por misericórdia esmaguei-lhe o crânio
Com uma pedra portuguesa
Percebi o que era Vida.
Morte
No dia mais feliz da minha vida
Eu estava rindo à toa
Com meus amigos
Quando percebi que
Se eu morresse naquele instante
O mundo iria continuar existindo.
A Lua
Quando eu era criança
Eu sonhava em um dia
Virar Astronauta
Só pra poder ir até a Lua
E hoje que já sou velho
Quero mais é que a Lua se foda
E ela se quiser
Que venha até mim.
Resgatando, mais uma vez, alguns escritos meus, perdidos do Museu Virtual do Movimento Lodista. Em Psicolodo, abordei temas essenciais à vã experiência existencialista lôdica.
Sobre tais esforços, disse Leonardo Boff: "O Lodo é uma forma sublime de real transcendência e sobretudo, o que é ainda mais difícil, aquisciência do transcendente. Perceber o Lodo não está na mesma esfera de eventos na qual estão ações simples como fumar um cigarro, praticar o sexo ou cair do quinto andar de um edifício sobre aquelas plantinhas verdes com pequenos espinhos que os porteiros costumam regar pela manhã. É algo de outra ordem de acontecimentos, como a epifania dos Santos ou a receptação por contrabando dos 10 mandamentos, por Moisés."
Vamos ao Lodo.
("O Menino que confiava na Ciência e não viu um enorme peso de 16 toneladas materializar-se 100 m. sobre sua cabeça")
Tempo
Aos olhos do Lião penso comigo
Posso ser devorado agora
Ou daqui a quinze minutos
Tudo depende da minha habilidade
De contar o tempo.
Espaço
Olhando para o abismo
Pergunto-me se posso saltá-lo
E ouço do vento que até posso
Tentar
Lodo
Parei no Arpoador
Pensando em achar o Lodo no mundo
E só percebi onde Ele estava
Quando vi a Narcisa lambendo poeira das pedras
Até uma dondoca
Tem seus dias de mendiga.
Vida
Confesso que nunca fui tão bruto
Arranquei os olhos dele com os dedos
Cavei um buraco em seu peito com as unhas
E enquanto ele se debatia agonizante
Mijei em suas feridas para que sentisse mais dor
E foi quando por misericórdia esmaguei-lhe o crânio
Com uma pedra portuguesa
Percebi o que era Vida.
Morte
No dia mais feliz da minha vida
Eu estava rindo à toa
Com meus amigos
Quando percebi que
Se eu morresse naquele instante
O mundo iria continuar existindo.
A Lua
Quando eu era criança
Eu sonhava em um dia
Virar Astronauta
Só pra poder ir até a Lua
E hoje que já sou velho
Quero mais é que a Lua se foda
E ela se quiser
Que venha até mim.


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